Aluguel de cama hospitalar
Cama hospitalar é uma cama com estrutura articulada, grades e altura variável, feita para uso em saúde. O aluguel é um contrato temporário com a locadora, e a cobertura por plano ou SUS depende de contrato e de serviço local.
Por Equipe editorial. Publicado em , revisado em .
Onde alugar cama hospitalar
As locadoras estão listadas por cidade, com telefone e selo de confirmação. Nenhuma empresa declarou equipamentos ainda; a página da cidade lista todas as locadoras, e a declaração por item entra pela reivindicação.
Ou escolha pela lista de estados.
O que é e para que serve
Cama hospitalar é uma cama fabricada para uso em saúde, com estrutura de metal, grades laterais e partes articuladas que permitem mudar a posição do leito e a altura do estrado. Em casa, ela costuma aparecer quando a equipe de saúde registra que a pessoa passará um período prolongado deitada, e a cama comum não oferece o mesmo conjunto de recursos.
O aluguel é um contrato temporário. A locadora entrega o equipamento, mantém a propriedade dele e o recolhe ao fim do prazo combinado. Quem contrata paga pelo período de uso, e não pela compra da cama.
Este texto descreve o item em termos gerais. A decisão sobre qual cama é necessária, e se ela é necessária, fica com a equipe que acompanha o caso.
Tipos e variações
A principal diferença entre os modelos está na forma de acionar os movimentos. Os tipos mais comuns encontrados em catálogos são os seguintes.
Manual: os movimentos são feitos por manivelas, em geral nos pés da cama. Não depende de energia elétrica, mas exige força de quem opera as manivelas.
Elétrica: um motor e um controle de mão acionam os movimentos. Precisa de uma tomada próxima e de cabo com folga para não atrapalhar a circulação.
Motorizada com baterias de reserva: alguns modelos têm bateria interna para continuar funcionando durante uma queda de energia por tempo limitado. A autonomia varia por modelo.
Outra forma de classificar é pela quantidade de movimentos. A cama de dois movimentos eleva cabeceira e região das pernas. A de três movimentos acrescenta a variação de altura do estrado. Modelos com mais movimentos existem, e a oferta muda de uma locadora para outra. Cama de três movimentos tem elevação de cabeceira, de pernas e de altura, e isso é uma descrição do equipamento, não uma orientação de uso.
Há também variações de largura (solteiro e modelos mais largos), de grades (laterais fixas, rebatíveis ou removíveis), de rodízios (com trava ou não) e de materiais da estrutura. Acessórios comuns são o suporte de soro que se acopla à cama, a mesa auxiliar e o trapézio, que é uma barra de apoio pendurada acima do leito. Cada acessório pode ser alugado junto ou separado, e a mesa de refeição e o suporte de soro têm páginas próprias.
O que costuma ser considerado na escolha
Em vez de dizer qual cama serve, é possível listar critérios objetivos que as famílias e as locadoras costumam checar. Eles dizem respeito ao equipamento e ao ambiente, não ao quadro clínico.
Dimensões da cama: comprimento, largura e altura do estrado em cada posição. Vale comparar com as medidas do quarto e com o colchão que será usado.
Peso suportado: cada modelo informa a carga máxima. Essa informação consta no manual ou na etiqueta do fabricante e deve ser pedida por escrito à locadora.
Espaço necessário: a cama precisa passar pela porta do quarto e pelos corredores da casa, inclusive com as grades e os pés. Depois de montada, é preciso haver área livre ao redor para circulação de quem cuida.
Tipo de acionamento: manual ou elétrico, com a consequência prática de exigir tomada ou força física para os movimentos.
Grades e rodízios: forma de travar, altura das grades e se os rodízios têm trava em todas as rodas.
Compatibilidade com acessórios: se o suporte de soro, a mesa e o colchão pneumático servem naquele modelo.
Medir o espaço antes de contratar evita o caso mais comum de devolução, que é a cama que não entra no quarto. A página do guia sobre como funciona o aluguel detalha o que costuma entrar no contrato.
Como funciona o aluguel deste item
O contrato de cama hospitalar costuma definir o prazo mínimo, a forma de pagamento, quem faz a entrega e a montagem, quem responde por manutenção e como é feita a devolução. Esses pontos variam de uma locadora para outra, e o contrato escrito é o que vale.
A entrega e a montagem costumam ser feitas pela própria locadora ou por empresa contratada por ela. O prazo de entrega é informado pela locadora e varia conforme a cidade e a disponibilidade do item no momento, de modo que nenhum prazo é prometido neste site.
Durante o período, defeitos mecânicos e elétricos costumam ser tratados pela locadora, que troca o equipamento ou envia um técnico, conforme o contrato. Em geral, danos causados por mau uso ficam por conta do contratante. Por isso, convém fotografar o equipamento na entrega e registrar o estado em documento.
Ao fim do contrato, a locadora recolhe a cama. Há contratos com renovação automática e com multa por devolução antes do prazo mínimo, o que deve ser lido com atenção antes da assinatura. O que olhar no texto está na página sobre o contrato de aluguel.
Este site não ensina procedimento em paciente. A montagem, o uso e os cuidados com o equipamento são orientados por quem entrega a cama e pela equipe de saúde.
O que o plano e o SUS costumam cobrir
Sobre planos de saúde, a regra geral vem da ANS. Segundo o Parecer Técnico nº 05/GCITS/GGRAS/DIPRO/2024, de 30 de agosto de 2024, da ANS, a Lei nº 9.656/1998 não inclui a atenção domiciliar entre as coberturas obrigatórias, e as operadoras podem oferecer cobertura maior que a do Rol, por iniciativa própria ou por previsão expressa no contrato. Na prática, a cama hospitalar em casa costuma ser coberta quando o contrato prevê atenção domiciliar ou internação domiciliar, e depende da segmentação do plano. Consulte seu contrato e sua operadora.
O mesmo parecer trata da internação domiciliar oferecida como alternativa à internação hospitalar. Nesse caso, somente o médico assistente do beneficiário determina se há indicação, e a operadora que não concordar em oferecer o serviço deve manter o beneficiário internado até a alta, quando não houver previsão contratual. Esse ponto está explicado na página sobre obrigação do plano com home care.
No SUS, o caminho costuma passar pelo serviço de atenção domiciliar. O Ministério da Saúde informa que pacientes que precisam de equipamentos e outros recursos de saúde, e que requerem cuidado mais frequente e contínuo, podem receber o apoio desse serviço, e que o acesso é geralmente feito no hospital em que a pessoa estiver internada. A existência do serviço e os itens fornecidos variam conforme o município, de modo que a unidade de saúde ou a equipe do hospital é quem informa o que há na região.
Regularização na Anvisa
A cama hospitalar é um equipamento de uso em saúde e, dependendo da classificação do produto, fica sujeita a notificação ou a registro na Anvisa. A RDC nº 751/2022 define quatro classes de risco: os dispositivos das classes I e II são sujeitos a notificação, e os das classes III e IV, a registro. Qual classe vale para cada modelo é definido pelo fabricante ou importador junto à Anvisa, e este site não faz essa classificação.
Para conferir, o caminho é pedir à locadora o número de notificação ou de registro do modelo. A RDC prevê que a rotulagem do dispositivo traga o número da notificação ou do registro, precedido da sigla de identificação da Anvisa. Com esse número, a consulta de produtos para saúde, no site da Anvisa, permite pesquisar pelo sistema de consultas ou pela lista dos produtos regularizados. A página como saber se o equipamento é regularizado mostra o passo a passo.
A ausência do número em um orçamento não permite concluir nada sobre a empresa. Ela pode apenas indicar que a informação não foi pedida. Se a locadora não souber informar, o pedido por escrito costuma esclarecer.
Para comparar empresas da sua região, veja a lista de locadoras por estado.
Para entender por que o modelo tem partes articuladas, leia por que a cama hospitalar tem três movimentos.
Perguntas frequentes
- Quanto custa o aluguel de uma cama hospitalar?
- Este site não publica valores. O valor varia conforme o tipo de cama, o prazo do contrato, a cidade e o que está incluído, como entrega e retirada. Para comparar, peça o orçamento por escrito a mais de uma locadora, com os mesmos itens descritos.
- A cama hospitalar elétrica e a manual são alugadas do mesmo jeito?
- O contrato costuma seguir a mesma lógica, mas a cama elétrica depende de tomada e de motor, e a manual depende de manivelas. A locadora informa as condições de cada modelo, incluindo manutenção e substituição em caso de defeito.
- O colchão vem junto com a cama alugada?
- Varia conforme a locadora. Algumas incluem um colchão padrão, outras alugam o colchão separado, e há casos em que o colchão é um item à parte, como o colchão pneumático. Confira no orçamento o que está listado.
- O plano de saúde é obrigado a fornecer a cama hospitalar?
- Segundo o Parecer Técnico nº 05/GCITS/GGRAS/DIPRO/2024, da ANS, a atenção domiciliar não consta no Rol como cobertura obrigatória e é devida quando há previsão no contrato. Consulte seu contrato e sua operadora.
- Como conferir se a cama hospitalar é regularizada na Anvisa?
- Peça à locadora o número de notificação ou de registro do modelo e pesquise esse número na consulta de produtos para saúde da Anvisa. A página de verificação deste site explica o caminho.
Fontes
- ANS, Parecer Técnico nº 05/GCITS/GGRAS/DIPRO/2024 (atenção domiciliar)acesso em 11 de outubro de 2026
- Ministério da Saúde, Atenção Domiciliaracesso em 11 de outubro de 2026
- Anvisa, RDC nº 751/2022 (classificação de risco, notificação e registro de dispositivos médicos)acesso em 11 de outubro de 2026
- Anvisa, Consulta de produtos para saúdeacesso em 11 de outubro de 2026
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