Aluguel Hospitalar

Oxigênio domiciliar: como funciona o fornecimento

O fornecimento de oxigênio em casa parte da prescrição médica. Uma empresa entrega o aparelho, o cilindro ou ambos, e cuida de reabastecimento, manutenção e troca. Programas públicos e contratos particulares funcionam de modo parecido, mas as regras variam.

Por Equipe editorial. Publicado em , revisado em .

Do pedido à instalação

O fornecimento de oxigênio em casa começa antes do equipamento: começa na prescrição. O oxigênio medicinal é medicamento, como informa a Anvisa, e só é fornecido com a prescrição de um médico. Com ela, a família procura o caminho de fornecimento, que pode ser um programa público, o plano de saúde ou o aluguel particular. A diferença entre o gás e o aparelho está em concentrador de oxigênio ou cilindro.

Os detalhes variam por caminho. Esta página descreve o que os programas públicos documentam e o que costuma aparecer em contratos de fornecimento, sem fixar regras que dependem de cada empresa.

Quem fornece

O gás medicinal e o aparelho são fornecidos por empresas. Nos programas estaduais, o poder público contrata a empresa. As diretrizes da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina descrevem um serviço de oxigenoterapia domiciliar prestado por meio de empresa terceirizada, que fornece o serviço no domicílio do paciente. No Espírito Santo, o protocolo do programa diz que todo o equipamento é emprestado ao paciente para uso próprio, sem poder ser emprestado ou doado a outra pessoa.

Em contratos particulares, a locadora pode alugar o aparelho, e o gás do cilindro pode vir da mesma empresa ou de outra. É o que se pergunta logo no primeiro contato. As empresas listadas em locadoras declaram os equipamentos que trabalham, e a informação deve ser confirmada diretamente com elas.

O que é pedido para começar

Nos programas públicos, o pedido parte do médico assistente. O protocolo do Espírito Santo lista como documento o laudo do médico assistente com CID e prescrição de oxigênio, além de outros exames definidos pelo programa. As diretrizes de Santa Catarina falam em ficha de solicitação preenchida pelo médico assistente, com data dos últimos 30 dias e identificação do profissional, e exames exigidos. Cada programa define sua lista, e o que vale é a da sua secretaria.

Nos contratos particulares, a locadora costuma pedir a prescrição e documentos de identificação. O que cada uma exige varia.

Entrega e instalação

A entrega e a instalação costumam ser feitas pela empresa fornecedora. A orientação sobre instalação, uso e cuidados vem de quem entrega o equipamento e da equipe de saúde; este site não ensina procedimento nem uso no paciente. Para saber como funcionam entrega e instalação em geral, leia quem entrega e instala.

Vale perguntar ao fornecedor, antes de fechar:

  • Quem entrega, quem instala e quem orienta a família sobre os cuidados com o ambiente

  • Se o contrato inclui reserva para falta de energia e como ela é reposta

  • A quem ligar quando houver um problema, e em quais horários o telefone atende

  • Se a empresa atende fora do horário comercial e em fim de semana, o que o diretório mostra para cada locadora

Reabastecimento, manutenção e troca

Cilindros precisam ser reabastecidos ou trocados, e o aparelho precisa de manutenção. As diretrizes de Santa Catarina atribuem ao paciente, ou ao responsável, as tarefas de solicitar o abastecimento do cilindro de reserva sempre que necessário e de comunicar à empresa prestadora problemas com os equipamentos. O contrato diz como isso é feito em cada caso. A página manutenção e troca de equipamento trata do tema de modo geral.

Mudança de endereço, alta e devolução

Programas públicos exigem comunicar mudanças. Santa Catarina determina que a mudança de endereço seja informada à secretaria municipal com antecedência, porque a fonte de oxigênio só pode ser transportada fora do domicílio com autorização e acompanhamento da empresa contratada. Também pede que se comunique alta, mudança ou óbito. Em contratos particulares, a mudança de endereço e o fim do uso costumam ser tratados com a locadora, e o prazo e as condições de devolução constam no contrato, como explica devolução e multa.

Conferir se é regularizado

O oxigênio medicinal é medicamento e está sujeito às regras da Anvisa sobre gases medicinais. O aparelho é um produto para saúde, e o seu registro ou notificação podem ser consultados na base da Anvisa. O passo a passo está em como saber se o equipamento é regularizado.

Quem paga

O caminho de pagamento depende de a pessoa ter plano de saúde, usar o SUS ou contratar de forma particular. As regras estão em oxigênio pelo SUS e em plano de saúde cobre oxigênio domiciliar. Em todos os casos, a cobertura depende do contrato, da segmentação e das regras locais.

Quem é o primeiro contato

Depois da instalação, o contato para qualquer problema com o aparelho ou com o cilindro é a empresa fornecedora, e o contato para dúvidas sobre a pessoa é a equipe de saúde. Manter os dois telefones anotados em local visível costuma evitar demora.

Limites desta página

O texto é informativo e se baseia em documentos de secretarias estaduais de saúde e da Anvisa, acessados em 11/10/2026. Ele não indica equipamento, não define como o oxigênio é usado e não substitui a orientação da equipe de saúde e do fornecedor. Cada caso é avaliado individualmente.

Perguntas frequentes

Quem entrega o oxigênio em casa?
Uma empresa fornecedora, contratada pelo programa público, pelo plano ou pela família. Em Santa Catarina, por exemplo, o serviço estadual é prestado por empresa terceirizada que fornece no domicílio. O contrato diz o que inclui.
Preciso de prescrição para receber o oxigênio?
Sim. O oxigênio medicinal é medicamento e depende de prescrição médica. Programas públicos pedem laudo do médico assistente com a prescrição, e as locadoras costumam solicitar o documento.
Quem faz a manutenção do aparelho?
Em geral, a empresa fornecedora, conforme o contrato. Nas diretrizes de Santa Catarina, problemas com os equipamentos devem ser comunicados à empresa prestadora do serviço. Confirme isso no seu contrato.
O que fazer se mudar de endereço?
Avisar o fornecedor com antecedência. Em programas públicos, a mudança de endereço também deve ser comunicada à secretaria, e a fonte de oxigênio só é transportada com autorização e acompanhamento da empresa.
O aparelho precisa ser regularizado na Anvisa?
O equipamento costuma ter registro ou notificação na Anvisa, que se pode consultar. Isso é diferente da regularização do gás, que é um medicamento. Os guias de verificação do site mostram como conferir.

Fontes

  1. Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, Diretrizes para Oxigenoterapia e Ventilação Domiciliar (Deliberação 251/CIB/2019), itens de procedimento administrativo e apêndicesacesso em 11 de outubro de 2026
  2. Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, Protocolo do Programa de Oxigenoterapia Domiciliar Prolongada (2017)acesso em 11 de outubro de 2026
  3. Anvisa, Publicado novo marco regulatório de gases medicinais, notícia de 22/05/2024acesso em 11 de outubro de 2026

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